sábado, 20 de fevereiro de 2010

O sempre nos seus frutos.

"Na terra há lugar para todos."
Schiller

Uma árvore extraordinária
Nesta família de pedras, arbustros e pequenos animais
Ela seria a mãe de todas as árvores
Em seus ramos folhas e as flores
que se tornariam frutos
os deliciosos jamelões.

Humm, essas frutinhas púrpuras
no formato de uma grande azeitona
quando estão maduras são doce-paraíso
quando não estão no ponto são
azedas-melhor-se-tivesse-esperado-mais.
Os meninos- micos vêm em bandos
Em busca do jamelão perfeito.

O primeiro desafio é subir no imponente tronco.
Poucos conseguem.
Depois algum desavisado incrusta um grande cravo de metal no meio do tronco
da pobre árvore
e com este apoio extra outros pimpolhos
conseguem subir e alcançar os galhos superiores.

Lá em cima os macaquinhos não falam muito
se divertem comendo os jamelões
Epifanias chegam sem causar espanto
afinal estão todos inebriados pelo carinho da querida mãe
nos seus braços em forma de galhos

Em um momentos os rebentos decidem
Fazer um suco de jamelão
para esta inovadora tarefa necessitam
muitos frutos!

Partem para mais esta empreitada
com bolsas e tudo.
Os meninos mais macacos
Trazem as frutas mais no ponto
e todos param para ver
como são verdadeiras obras primas!

Com tanta euforia os garotos
levam a grande quantidade
de jamelões ao liquidificador
depois de tirar a semente de cada um

O resultado é bom
mas aquém do esperado
Entendem as crianças
que boa parte do prazer
consiste em encontrar um confortável galho
na árvore-mãe
Um galho tão confortável que dá para deitar e sossegar
as frutas são melhor aproveitadas assim
Uma por uma...
em um dia cujo fim de tarde
chega sem se fazer notar

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No futuro Caio Lício já é um adulto. Passa entre os blocos 4 e 5, caminhando rápido como tivesse um compromisso.
Neste ponto encontra um amigo que não vê a muito tempo, um amigo que escreve algumas memórias do Mirante de Copacabana.
Antes do tradicional, "Como você está? Quanto tempo! " Caio sorri e aponta para o morro entre os dois blocos. O amigo nota chocado que do jamelão só está o tronco central e alguns poucos galhos meio secos.

-O jamelão morreu! -Diz Caio rindo do choque do amigo.

Com um riso meio espantado Caio não espera que o amigo se recupere, põe a mão no seu ombro e diz conclusivo:

-Merece um conto.

2 comentários:

André Aires disse...

Crianças não sobem mais em ávores. Solicito umconto sobre o pique moita. Merlo brincadeira de todos os tempos.

Parabéns. E salve Lilico.

Caio_Licio disse...

Boa!!!